quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Banbuzal

E na noite de domingo, o anseio de bem estar me levou para o lado de fora da casa. Caminhei comigo, somente, mas era o q queria. Calado, conseguia sentir o bairro que sempre tanto gostei.

Me agradou o cheiro de rua molhada, o ar gelado, a lufada de vento cortando sonoramente as orelhas e o fato de nao ter ninguem na rua. Sem as pessoas, conseguia ver pequenas mudanças nas casas e detalhes do bairro que nao havia percebido ate entao.

Vi um cachorro idoso que ha decada e meia anda lerdo e sem graça pela rua 6. Vi ainda um Ford Mondeo 98, que em outrora fora meu sonho de consumo, como se eu, aos 11 anos, pudesse comprar e dirigir.

E por lembrar de 1998, as esquinas que passei me remeteram aos momentos de pura felicidade gratuita, quando a atividade de maior alegria era fazer tais curvas a toda vontade, com meu irmao, ainda dentro do carrinho de bebe, radiante pela diversao mutua. E do bom fato de termos o mesmo contato feliz e sorridente, mesmo uma decada e tanto depois.

Passos seguintes, apos a pifia praça do bairro, subi, entrei no bar, sorri sincero como usual, pedi bebida e a beijei na boca, feliz com a ensandecida visao positiva que ela me traz.

E la fora meus olhos enxergavam o fluxo do bairro e das pessoas. E ve-las me aliviam sempre a sensaçao usual do fim de domingo. Estar em contato com pessoas, mesmo que visualmente, sempre me agradou.

Voltando os olhos ao ambiente do bar: um som LG, uma TV enorme e imponente, parede mal pintada, um papagaio rasgando uma sacola plastica, a porta do banheiro aberta, uma escada, bolachas, cigarros e quitutes.

Entre cada gole e ao ritmo do estupor, viro seringa de sensibilidade, puxando de cada pedaço do momento reflexões batizadas pelo torpor da esposa alcoolica.

E a vida passa lenta no pos chuva. O leve estupor da bebida me relaxa e volto a atençao ao fio d' agua, ao asfalto molhado, a calmaria geral.

Estico o olhar ate o bambuzal a frente do bar. A noite em si, o caminho, o gosto de alcool na boca e o clima aguçam as lembranças. Me remetem a aventura amorosa do ano passado.

No auge da relaçao era a mesma epoca do ano. Assim, tambem havia chuva.
E tudo transcorria ao ritmo das novas paixoes: os beijos eram longos e a vontade de estar junto era intensa. E as pequenas aventuras, tais como tomar chuva juntos, andar pela noite atras de esfihas ou mesmo apenas ficar juntos em qualquer canto escuro fazia a existencia ser muito melhor.

O bambuzal tambem me lembrou as idas para a escola, os rompantes da adolescencia, os amigos da classe, os conhaques, os desejos da adolescencia, a vida de pura paixao.

E a razao, feito prego, me retomou o fato de estar ha 11 anos destas lembranças.

E o que restou foi notar que o Ford Mondeo, as brincadeiras entre irmao e eu, o namoradinho e a escola cessaram rapido como um sonho bom. Assim como todas as coisas que me fizeram feliz. E, provavel, assim como todas as coisas que virao. O finito da vida sempre se impoe. Da mesma forma como a saudade do tempo que felicidade era comer mussarela escondido embaixo da mesa fingindo ser um ratinho, esperando os gostosos pratos do sabado a noite. Ou quando um mero prato de plastico virava um volante de carro.

E notei que a vida e suas sensaçoes são como o cigarro que um senhor fuma na porta do bar: diferente a cada trago, se dissipa, sem volta,  no tempo e, embora traga sensaçoes, acaba, eh descartada e desce junto à correnteza, como milhares de outras bitucas diarias.

E o mesmo ocorrera com os outros cigarros...
E ocorrera com tudo que te fez feliz.

22.09.15

terça-feira, 15 de julho de 2014

1

Nos momentos de pouca vivacidade
Perdidos na cidade
Lembre-se de mim...

Perdido no portão dos sonhos
E em momentos enfadonhos
Aqui estou eu...

Se a dificuldade entristece,
A mim quase enlouquece
E o sentimento aperta...

Se o coração ta incerto
O meu está aberto.
É só me pedir...

E se la a frente o sentimento apertar
Se nada mais restar.
Lembre-se. Também estarei lá...

S2







sexta-feira, 23 de maio de 2014

2

E a cada metro encher-me-ia de alegria pra lhe ver. Colheria as coisas mais bonitas e compartilharia tudo. Faria você enxergar poesia em cada coisa que visse. E sentido a tudo que fosse sentir.

E se você sorrir, pegaria esse momento bom e dividiria em mil pedacinhos, pra você usar com carinho cada vez que estivesse triste.

Mas se chorasse, daria um abraço forte e sincero, pra sentir seu coraçãozinho batendo junto ao meu. E voce, carinhoso, sentir que não esta sozinho nos sentimentos.

Porque eu gosto de você.

domingo, 27 de abril de 2014

M.A.

Esse olhar expressivo me prende
E um sentimento novo acende

Essa paixão nova vem de longe
E me enche a imaginação
Perdido nos pensamentos
Por esse novo coração

E se de repente da tudo certo?!
E eu puder vê-lo sempre!!
Ser meu novo amor
Dividir tudo entre a gente.

Agradeceria a distancia por lhe trazer aqui pertinho
Pra que se perder em beijos, cumplicidade e carinho.

27.04.2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A minha resposta é sim!!

Queria que a vida apagasse as luzes
E fechasse a porta.

E que o fim, fosse a calma do coração doente..
Mas melhor dançar, uma dança bem diferente

(...)

Que as sensações melhorem,
Que as esperanças não se deteriorem

Quero novamente, feliz, esperançoso, suspirar.
Quero mais uma vez, me apaixonar/enganar.

E que o novo dia que se derrama traga novidade
Pra que me sinta extasiado andando por essa cidade.

Pra que novas coisas tragam felicidade
E que tudo seja vivacidade..

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Às aspirações de um novo amor

A.

Gostaria de vê-lo adormecer

Seu rosto jovem deitadinho no meu peito.
E sua mão, fazendo carinho, parando aos poucos...

Até que o movimento cessasse.

E te olharia com ternura, sem pressa

Seus olhos fechados, conforto em mim.
Pensamentos bons vagariam, sem fim.

Você dormiria tão confiante
E meu sentimento, esfuziante

Lembraria do brilho do amor.
Dos dias sem dor.
Da delicia de não dormir sozinho.

Da brisa gelada da janela,
Flertando com a respiração quente:
Choque de desejos realizados.
Doce, eminente

Viria seus olhos entreabertos
Em quase acordar
Me apertaria com jeitinho
Voltaria a nanar.

Meu amor será livro novo.
Da delicia de se apaixonar de novo.
De vivacidade
De ser meu amor.

15/04/2014

Espatifado 14/04/2014

Promessas de felicidade
Perdidas em cada pedacinho da cidade

Desejos pautados ao vento
Se espatifaram quando o vento sumiu.

E as fotos me flecham os sentimentos
Memoria crua e triste dos felizes momentos...

Mas Onde você estiver, não se esqueça de mim.